Agosto262014

ENSAIO - INFINITAMENTE INFANTE

Escrever sobre a infância é um dos temas mais recorrentes e complexos da poesia de Paulo Emilio Azevedo. “Infinitamente infante” é uma homenagem à criança que roubou seu coração: Hiago, seu filho, completa 07 anos no próximo 31 de agosto.

Agosto252014

ENSAIO - CONFRONTO COM A METÁFORA

Conduzir o corpo como metáfora é o mote desse ensaio. Com fotografia de Paolla Itagiba (Pa Foto) e narrativas em forma de poesia algo está em movimento. Confiram!!!

Agosto112014

ENSAIO - A CIDADE EM MIM

O corpo na urbe é o tema desse ensaio. “A cidade em mim”, protagonizando o artista Charlie Felix, é uma explosão dos seus significados. As fotos são de Walter Mesquita, o projeto gráfico de Filipe Itagiba e o texto de Paulo Emilio Azevedo. Atravesse-se e vem com a Gente.

Agosto42014

ENSAIO - Mulheres Tristes

Um universo repleto de mistérios toca a poesia do poeta PAz. “Mulheres tristes” é um ensaio sobre o observar aquela quando está só em público. Filipe Itagiba que assina o projeto gráfico faz a poesia transbordar. Confiram!

Julho282014

ENSAIO - Prosa Poética

Rompendo com os abismos entre prosa e poesia, Paulo Emilio Azevedo ousa tensiona-las. Talvez já não seja mais nem uma coisa nem outra. Talvez já sejam ilustrações e paisagens como projeta Filipe Itagiba ao decora-las no seu novo ambiente.

Julho222014

ENSAIO - Curtos, Curta e Compartilhe!

Mais uma vez poemas curtos para longas imersões. Paulo Emilio Azevedo (o poeta PAz) em ação no seu celular. A concepção e projeto gráfico são de Filipe Itagiba. Compartilhem Gente!!!

10AM

ENSAIO - “Ensaio, sobre o mesmo”

No ensaio “Ensaio, sobre o mesmo” a performance de Aline Corrêa Carvalho está ilustrada por Filipe Itagiba e a poesia de Paulo Emilio Azevedo. Quaisquer comentários a mais estragariam a surpresa… Confiram!!!

10AM

ENSAIO - Intervalos de Fuga

Em 8 atos e 1 epílogo, Paulo Emilio Azevedo nos propõe uma poética dialógica e cênica, ilustrada pela percepção imagética de Filipe Itagiba. “Intervalos de fuga” é um traço no espaço em busca de novas escritas e narrativas. Confiram o novo ensaio da Cia Gente.

9AM

ENSAIO - ENTRE FAIXAS

Neste ensaio apresentamos Joao Carlos Silva.
B.boy, educador e profissional da dança, tem neste vídeo sua linguagem documentada nas ruas do Rio de Janeiro.
"Entre faixas" mostra a ousadia de um intérprete mundialmente conhecido de se colocar em diálogo direto com o asfalto, tecendo linhas de movimentos no tecido preto e branco da faixa de pedestres.
Bom ensaio!

9AM

ENSAIO - Curtos, curta!

No ensaio dessa semana Filipe Itagiba “anima” em cores hi-tech a micro-poesia de Paulo Emilio Azevedo. “Curtos, curta!”, aliás comentem e compartilhem.

9AM

ENSAIO - “Letícia Brito à TAGARELA”

Como prometido, toda 2ª feira às 19h um “ensaio”. Nesta semana conheça a poesia de Letícia Brito que através do sarau Tagarela (o maior slam do mundo) usa o espaço urbano como uma poética política. Confiram, essa é da Gente!
Veja mais em: http://www.facebook.com/sarautagarela

9AM

ENSAIO - PAz apresenta GUERRA

A Fundação PAz e a Cia GENTE trazem para você “Ensaios”.
A partir do mês de junho, toda segunda-feira às 19h, uma publicação de primeira será disposta neste canal. Sempre com a intenção de nutrir a sensibilidade das pessoas, serão publicados textos, vídeos, pensamentos, poesias, contos, artigos, fotos e tantas coisas que merecem a nossa assinatura.
Inciando esta sessão, confiram o ensaio poético “PAz apresenta GUERRA”.

Abril152014

especulum

sentado ao lado dele

meu semelhante 

meu amigo

sinto apatia por ele

olho pra ele

- Quem é voce?

não obtenho resposta

claro ele fala pouco

ele não gosta de falar

não gosta de companhia

em verdade ele não fala

pois não acha agradável o que tem a dizer

não acha aceitável, não estão dispostos a ouvir 

para ele as pessoas não merecem sua presença

por isso me esnoba, apenas me olha nos olhos

estou mesmerizado 

ele me plagia, me clona

zomba de mim

ele me intriga 

quer ficar sozinho

não o olho mais

ignoro sua presença

Janeiro272014

Bom dia!

Pai e filho caminhavam juntos. Era manhã, há muito o pai tentava ter um tempo com o filho. Tinha que trabalhar muito e sempre havia compromissos que necessitavam de sua atenção. Mas neste dia não. Finalmente reservara um tempo para estar com o filho.

- Onde vamos pai?

O pai havia feito um pequeno roteiro, com todos os lugares por onde passariam. Em cada um teria uma conversa com o filho. Gostava de sempre ensinar algo novo para ele. “Algo para formar seu caráter!”, sempre dizia a esposa.

- Vamos no escritório de um grande amigo de seu pai, filho. - tinha a mania de se referir a si mesmo sempre em terceira pessoa. Herdara esta peculiaridade de seu pai. “No final replicamos uma grande parte dos nossos genitores” pensou. - Prometo que será rápido.

O caminho foi curto e quase todo em silêncio. Passaram por ruas de pessoas apressadas, que transitavam o tempo todo, sempre com um objetivo que não era estar ali. O filho observava tudo.

- A rua é um lugar de passagem. - disse ao filho para quebrar o silêncio. O silêncio continuou e o pai se perguntou o que o filho estava pensando, mas não disse nada.

Chegaram a um prédio modesto de 4 andares, porém muito extenso em profundidade. Subiram dois lances de escada e chagaram a um grande salão com muitas mesas espalhadas em ordem. O amigo do pai estava na outra extremidade da sala. A cada mesa que passavam, o pai cumprimentava quem estava sentado com um “Bom dia!”. Chegaram ao amigo. Um breve abraço. Apresentou o filho ao amigo. Conversaram por não mais de 4 minutos e se despediram.Saíram do grande salão e desceram as escadas.

Na frente do prédio o pai agachou e ficou na altura do filho, sabia que para ser melhor ouvido tinha que se colocar desta maneira, ensinaria uma lição ao filho.

- Meu filho, sabe por que eu cumprimentei cada uma daquelas pessoas?

- Você conhece todos elas! - prontamente respondeu o filho.

- Seu pai não conhece todas elas, filho. Mas é ai que quero chegar. Este é o lugar de trabalho daquelas pessoas. Não é o nosso lugar, aqui estamos apenas de passagem e é de boa educação cumprimentar as pessoas quando entramos em seu ambiente. Como se entrássemos em suas casas. Eles vivem diariamente neste lugar por isso devemos respeita-los e ser educados com eles. Exercem suas funções diariamente neste local. Entendeu? - com um aceno de cabeça e os olhos nos olhos do pai, o filho afirmou entender.

Após um abraço, o pai se levantou e seguiram seu roteiro. Não muito a frente, um varredor de rua fazia seu serviço.

- Bom dia! - disse o filho ao passar por ele.

- Bom dia, meu jovem! - respondeu, um pouco surpreso o varredor.

Mais alguns metros a frente.

- Por que deu bom dia aquele senhor, meu filho? - perguntou o pai, enquanto o entendimento vinha antes da resposta.

- Aqui é o trabalho dele, pai! Devo cumprimentá-lo pois estamos apenas de passagem, ele não.

Um pequeno sorriso riscou o rosto do pai, recheado de orgulho e surpresa. Havia o filho ensinado ao pai, afinal, uma grande lição. 

Janeiro202014

Vida e Resposta

- A resposta é morte! - afirmou o primeiro. O segundo olhava para ele com dúvida nos olhos. O terceiro apenas bebericava sua cerveja, preta do tipo malzbier. Se reuniam em um bar na Gávea, como toda sexta-feria faziam. Eram professores. Todos de universidade. O primeiro era o mais novo entre eles.

- Como assim? - Indagou o segundo.

- A resposta é morte e a pergunta é vida. - acrescentou o primeiro.

Ao segundo nada mais ao redor tinha sua atenção. Parecia que todo o burburinho de onde estavam tinha cessado. Sua mente trabalhava rápido e já há muito conseguia não se deixar atrapalhar pelo ambiente.

- Continue! - o segundo disse. Estava ávido.

- Apenas afirmo o que passamos diariamente com nossos alunos. O que é a pergunta, senão vida? - o primeiro fez uma pequena pausa para beber seu whisky single malt, um tipo raro, mas encontrado naquele bar cujo dono se vangloriava de ter todas as bebidas do mundo. Até hoje isso se confirmava, diziam que nunca teve um homem que pedisse alguma que ali não tivesse. O primeiro seguiu falando. - Vida sim. A pergunta nos dá ânimo, nos move, nos faz buscar, nos dá potência. Logo é vida. - o terceiro se mantinha em silêncio, era o mais velho da mesa, mas agora tinha seu olhar no primeiro.

- Por isso a resposta é morte, pois seria o fim da pergunta, a chegada, o final em si. - disse o segundo.

- Exato! - apressou-se o primeiro - Exato. A resposta é o fim, é a morte da pergunta. É quando nos saciamos, deixamos de querer, deixamos de buscar. Na verdade a resposta não nos gera potência, é o ponto no fim do conto.

- Mas a resposta nos trás conhecimento, nos trás clareza. - pontuou o segundo.

- E o que pode ser mais a morte, senão o conhecimento? O saber depois da pergunta! - o primeiro estava eufórico e continuava - A vida é uma pergunta, que só respondemos na morte. Passamos toda a vida nos perguntando sobre tudo, mas principalmente sobre o fim. Nos perguntamos sobre o fim constantemente, e só obtemos a resposta quando lá chegamos, no fim. Resposta é morte, pergunta é vida!

- Resposta é morte, pergunta é vida. - repetiu o segundo como que para firmar em sua mente.

Em poucos segundos estavam os três em silêncio e assim permaneceram por alguns minutos.

Já não tinham mais o que dizer, estavam quietos, apenas bebiam. Sem aviso, o terceiro dá um grande gole em sua bebida e se levanta.

- Já vai embora? Fique mais! - o primeiro se colocou.

- Não, já não há mais vida aqui! - afirmou o terceiro.

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